
É utopia, sonho antigo. Beira o ridículo, o absurdo, o inacreditável. Estamos em 2025 e Tobias Barreto continua sem um hospital.
Não, os mais de 50 mil tobienses não são melhores que os demais sergipanos. Os poçoverdenses, itabaianinhenses e riachãoenses também não são. Mas é inconcebível que um município estratégico como Tobias Barreto, que recebe semanalmente expressivo número de turistas comerciais, sirva-se apenas dos serviços de uma UPA que não mais consegue atender aos anseios e demandas da comunidade.
A UPA possui excelentes profissionais. São capacitados, treinados, mas dependem de acessórios, exames, máquinas e suporte para realizar as suas atividades, coisas encontradas num hospital.
“Tobias Barreto precisa de um hospital”, repetem exaustivamente nossos candidatos, dos mais diferentes espectros políticos. A bandeira do hospital já está hasteada novamente com a proximidade do pleito de 2026. É pauta certa das cartilhas e promessas de campanha.
Eles até trazem alguma melhoria, talvez paliação, mas nunca a solução definitiva e necessária. Enquanto isso, mendigamos por uma vaga em Lagarto, Itabaiana, Aracaju ou onde desejem nos colocar.
Não é inércia política? Não. É Inércia do povo tobiense mesmo. Culpa do modo pacato dos cidadãos e cidadãs da Capital dos Bordados. Faltam protestos, campanhas despolitizadas, mais atitudes dos cidadãos, da sociedade civil.
Pela viabilidade de um hospital na Terra da Imperatriz dos Campos, os tobienses devem sair às ruas e sair das redes sociais. Exigir e cobrar para que o hospital não seja, mais uma vez, apenas bandeira política.
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