
Será que um aumento no número de políticos em nosso país contribuirá para a solução de problemas que há anos nos incomodam? E se pensarmos em diminuir a quantidade dos que aí estão? Teríamos mais sucesso na empreitada?
Esta semana, a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei Complementar (PLC) 177/2023, que aumentou o número de deputados federais de 513 para 531, reacendeu a nobre discussão sobre como se dá a relação entre a política e os atores políticos. Aqui, sem sátiras.
Nas urnas, o que buscamos? Candidatos mais “qualificados”? Buscamos eleger a maior “quantidade” possível de candidatos do partido ou ideologia que melhor nos identificamos? Estamos bem representados?
Para a Câmara Federal, autora do PLC 177/2023, e para o Senado Federal, que homologou o projeto, vale mais a proporção. Os números do Censo de 2022 ditaram a mudança do 3 e 1 dos antes 513 deputados para 531 assentos.
A crise de representatividade dos eleitores brasileiros é reflexo de um tipo de analfabetismo, insistente, quase inerradicável, que se estende por toda a história do país: o analfabetismo político.
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