
Se devemos flores ou mesmo um Nobel ao presidente estadunidense Donald John Trump é conclusão precipitada. O fato é que o sorriso beligerante do John alterou abruptamente o tabuleiro do mundo.
Trump é a personificação dos ideais mais autênticos do povo dos EUA: patriotismo e protecionismo exacerbados misturados a uma boa pitada de coragem. O adjetivo dele é coragem.
Ele, ao disparar taxas com sua caneta, forçou países de todos os continentes a abrir uma rodada de negociações que não estava no script. A supertaxação reposicionou, sim, os EUA como centro financeiro global. Trouxe lucro aos 51 estados.
A imprevisibilidade do mandatário exala tensão e deixa o planeta em polvorosa. Boquiabertos, assistimos à queda do regime de Nicolás Maduro, ditador que por anos arruinou a Venezuela.
Não que alguém tenha se queixado da saída de Maduro. O próprio povo comemorou a saída do ditador. O método utilizado, entretanto, uma invasão armada e certeira, além de evidentes interesses petrolíferos, deixou a comunidade internacional perplexa.
Ao reivindicar a posse de terras alheias, como a Groelândia, na Dinamarca, Trump utiliza imponência militar e bélica para forçar uma reorganização geopolítica cuja proporção foi vista apenas nos tempos sombrios das Duas Grandes Guerras.
Mesma imponência é demonstrada agora contra o Irã, cujo governo persegue e mata opositores. A intimidadora presença americana até encoraja as manifestações antigoverno, que já duram semanas.
Essas ameaças forçam as potências mundiais a reagirem estrategicamente, realocando forças de defesa para demarcar presença em territórios fronteiriços ou de fortes relações diplomáticas. É verdadeiro teste de guerra.
Acordos multilaterais que estavam emperrados, finalmente, foram assinados. Caso do Mercosul -União Europeia, do qual o Brasil é signatário. Outros, são colocados à prova, como o da OTAM.
Difícil saber quando o presidente norteamericano está apenas ameaçando ou se efetivará a ofensiva.
Uma coisa é inegável: há um mundo antes e depois do Galego das Américas.
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