
Que o trânsito brasileiro mata mais que muitas guerras não é novidade para ninguém. A Capital dos Bordados têm altos índices de acidentes, fatais e não fatais, envolvendo condutores e pedestres. Basta uma passada na UPA São Vicente de Paulo no fim de semana para se ter uma proporção do problema.
Passou a vigorar hoje, 20, a fiscalização de trânsito feita por câmera na Rodovia Governador Antônio Carlos Valadares, trecho movimentado de Tobias Barreto. A data foi combinada entre o Ministério Público de Sergipe e o Departamento Estadual de Rodovias de Sergipe, o DER, após negativa repercussão na mídia local.
O Governo do Estado acerta com a iniciativa. Afinal, criticar uma forma de fiscalizar o tráfego e coibir a incidência de acidentes é medida nada inteligente.
Sabemos que a Educação de Trânsito tem pouca eficácia para adultos, pois os vícios de direção e a pressa de condutores e pedestres falam mais alto que as instruções de agentes de fiscalização. Vale aqui um ditado americano: a parte do corpo que mais dói é o bolso!
Por outro lado, a falta de sinalização e as condições de muitas estradas e rodovias do Estado estão aquém do esperado. Exemplo disso é a Rodovia Rotary Clube, vizinha do local onde está instalada a câmara de fiscalização.
A passagem de veículos de cargas por essa rodovia, no período em que a ponte que liga nossa cidade a Itapicuru/BA esteve interditada, deixou a estrada aos frangalhos. O que restou da Rotary Clube foram crateras. Mas isso não pode tornar-se justificativa para imprudência ou desleixo com o tráfego em outros pontos.
O Ministério Público de Sergipe, atuante e vigilante, não permitirá que esse artifício de fiscalização se torne fábrica de multas. Tão pouco descansará até que as rodovias que cortam Sergipe estejam todas em perfeitas condições de trafegabilidade.
Cobrar dos governantes e obedecer às normas nos tornam cidadãos do bem. Bem melhores.
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