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NOVO MUNDO

Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG)

30/12/2024 às 10h35
Por: José Bráulio Oliveira Santos
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Foto: CNBB
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O novo nunca deixa de ser desafio para a estruturação da cultura, porque nele está a manifestação de situações carregadas de inovação. É como a chegada de Jesus, o enviado do Senhor, há mais de dois mil anos passados, fazendo surgir novos tempos, com uma nova mentalidade, conseguindo assim superar o peso das Leis, para implantar uma sociedade de paz e de amor, como projeto de vida. 

A manjedoura, um “cocho de animais”, onde foi depositado o recém-nascido, Jesus de Nazaré, não terminou naquele espaço. Por ali chegaram, para visitar o Menino, os pastores de ovelhas, os Reis Magos, vindos do Oriente, para manifestar sua atitude de acolhida ao Filho de Deus. É aquilo que chamamos de “epifania”, de manifestação ao redor de si mesmo, com dimensão de universalidade. 

O projeto do Senhor, com a vinda de Jesus, era construir um “novo céu e uma nova terra”, onde deveria acontecer a prática do direito e da justiça, o que define realmente a identidade do Reino de Deus. Reino que se concretiza também nos aspectos econômico e religioso, favorecendo um ambiente sem violência, de segurança, sem ódio, sem exclusão, que construísse felicidade, bem-estar e paz. 

Com a manifestação de Jesus, é inconcebível a existência de um mundo fechado, de grupos privilegiados de um lado e excluídos de outro. A salvação é uma ação universal e de oportunidade para todas as pessoas, que vão em sua direção. É identificável, no mundo, a persistência de fossos entre grupos de tendências divergentes e incapazes de entender a dimensão da epifania do Senhor. 

Na condução da vida de fé, o cristão não deve se deixar enganar por ensinamentos e filosofias estranhas, principalmente por aquelas que não têm o Evangelho como referência, porque podem conduzir as pessoas para a escravidão e ao vazio. Nessa realidade está o perigo das polarizações e extremismos do mundo de hoje. Deus deixa de ser o Senhor para se transformar em poder temporal. 

A estrela que conduziu os Reis Magos do Oriente era para eles segurança no caminho, porque ela vinha de Deus. Não apareceu para guiar o Rei Herodes, porque o seu coração era insensível, cheio de orgulho e contrário ao projeto de vida trazido por Deus, projeto de simplicidade, que ama e não destrói. Assim podemos entender que a epifania de Jesus é a abrangência do amor de Deus por seu povo. 

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Tobias Barreto, SE Atualizado às 17h16 - Fonte: ClimaTempo
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