A samaritana que tinha tido 5 maridos e agora estava em seu sexto homem, certamente não conhecia o dom de Deus nem o que Javé lhe reservava. Feliz ela não era. Prova disso? Trocara seis vezes de amor!
Um dia, deu água de poço a um profeta com sede e ganhou em troca um poderoso gole de vida eterna!
Saiu daquele poço anunciando que tinha encontrado um judeu de Nazaré que não a agrediu, não foi moralista, não pregou conversão aos gritos, não falou do castigo do inferno. Simplesmente dialogou e mostrou que a conhecia. E no decurso da conversa, mostrou que tinha misericórdia e compaixão a lhe oferecer. Ela aceitou.
No dia da MULHER, que diferença houve entre a postura de Jesus e os machistas de hoje, inclusive alguns pregadores boanerges e gritalhões que adoram pregar CONVERTAM-SE. Jesus tratou diferente aquela samaritana e uma outra surpreendida em adultério! Corrigiu sem gritar e sem falar de inferno! Falou de perdão e do dom de Deus!
Pregadores moralistas demais não entendem a gentileza e a pedagogia de JESUS. É claro que ele queria a conversão daquela mulher, mas foi respeitoso: mostrou bondade sem ser tolerante, nem intolerante. Dialogou e fez uma catequese abrangente sobre judaísmo, hebraísmo e cristianismo.
Estava revelando o novo Reino a uma mulher de que amor pouco entendia. Convivera com seis homens e nem percebia que o que ela tinha era sede de amor divino e humano!
Saiu de lá anunciando um novo jeito de ser pessoa e mulher!
Que falta que faz um poço, uma corda, um balde e um bom diálogo! O que tenho visto na internet são alguns pregadores jogando baldes de água quente na cabeça dos pecadores, como se eles mesmos fossem ilibados anjos de pureza!
Jesus era positivo e direto! Dizia o que tinha a dizer. Mas também era misericordioso. Certamente não jogava verdades na cara do interlocutor. Sabia dizer a quem e como dizê-lo. Era severo com os fariseus e escribas que viviam de recitar trechos de Bíblia, mas não conheciam a compaixão!
Imagino um Jesus falando manso com aquela mulher. Imagino que às vezes ele falava alto, mas não aos gritos. Não precisava. Ele tinha argumentos e conteúdo suficiente para não ser um pregador cospe-fogo, tipo boanerges! …