Está claro na Bíblia. O poder do casal evoluiu em 800 anos. Um eram os poderes dos maridos no tempo de Abraão, outro no tempo de Isaque e Jacó.
O modo como os maridos encaravam as mulheres foi mudando. De escravas para esposas, e de esposas com direito e poder de decisão, houve evolução: o poder feminino cresceu no patriarcado.
Mas ficou mais claro quando patriarcado e matriarcado passaram a ser governo conjunto.
Isto foi no tempo de Moisés, cerca de 700 anos depois. O seu significado mudou com Moisés, sua esposa ZÍPORA e seu filho GERSON.
Quem circuncidou quem? Quem comandou a cerimônia foi a esposa e mãe. ZÍPORA circuncidou o menino Gérson e, em seguida, colocou o prepúcio do menino, ainda sangrando, sobre o órgão do marido Moisés.
Afinal, a vida tinha passado pelo ventre de ZÍPORA, e nada mais justo que o significado de submissão a Javé passasse pelas mãos daquela que, por meses, guardara a vida humana.
Moisés aceitou, mesmo ZÍPORA não lhe tendo retirado o prepúcio! Não precisou! A mulher que escorria sangue menstruado já era parceira da vida, e, agora, o sangue do menino Gerson colocado junto à genitália de Moisés significava que aquelas três vidas pertenciam a Javé.
Hoje, quando marido e mulher juram amor eterno, com todas as consequências de serem uma só família, repete-se o mesmo rito, agora sem circuncisão, porque, segundo Paulo, este juramento foi aperfeiçoado.
Outro tipo de sangue derramado na cruz selou a total submissão a Deus. Estavam lá Jesus, a mãe e o discípulo. E lágrimas de sangue selaram aquele pacto.
Hoje, outras igrejas, portanto 38 séculos depois dos patriarcas, usam outros sinais. Umas poucas ainda circuncidam.
Para nós, cristãos e discípulos de Jesus, a última circuncisão foi a dele. Outro tipo de sangue e as águas do batismo nos bastam para uma adesão da família católica ao Reino de Deus. Isto antes do Concílio de Jerusalém, prova de que a Igreja já se atualizava. Atualizou criando os diáconos e trocando a circuncisão pelo batismo.
Sinal de que já havia Tradição e Atualização, 25 anos depois da morte de Jesus! Nossa Igreja valoriza a Tradição e a Atualização. Não precisa haver conflito! Jesus fez isso!
E a família é o berço do ontem e do hoje e do amanhã da nossa igreja!