
Depois de nove anos sem ocorrer, a 4ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos voltou a reunir sociedade civil, conselhos e representantes do poder público para debater políticas e estratégias que garantam a promoção e a defesa dos direitos humanos em Sergipe. O evento, realizado nesta quarta-feira, 8, pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), encerrou o ciclo de conferências estaduais promovidas neste ano, que também contemplou as áreas dos Direitos LGBTQIAPN+, da Pessoa Idosa, da Assistência Social e da Igualdade Racial.
A conferência teve como tema central a reconstrução democrática e a efetivação dos direitos humanos, e contou com espaços de discussão em eixos temáticos que abordaram desde o enfrentamento das violências e retrocessos até temas como justiça climática, meio ambiente e fortalecimento institucional. A partir desses debates, foram definidas propostas que serão levadas à etapa nacional, em Brasília, entre os dias 10 e 13 de dezembro, além da eleição de 27 delegados que representarão Sergipe na Conferência Nacional dos Direitos Humanos.
Durante a abertura, a secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, destacou a importância da retomada do evento e o compromisso do Governo de Sergipe em promover o diálogo e a participação social. “Após nove anos sem ser realizada, essa conferência mostra uma construção coletiva, diálogo e respeito para construirmos as propostas que serão levadas a Brasília, o que demonstra o cuidado do nosso governador Fábio Mitidieri, que apoia esse processo. A união do poder público e da sociedade civil faz com que as políticas públicas sejam efetivas através da escuta, permitindo que construamos uma transformação não somente em Sergipe, mas no Brasil”, afirmou.
A diretora de Inclusão e Direitos Humanos da Seasic, Isabel Ferreira, ressaltou que o retorno da Conferência Estadual é um marco de reconstrução das políticas de direitos humanos no estado. “Retomar essa conferência, depois de quase uma década, é reafirmar nosso compromisso com a dignidade e a participação popular. Este espaço é fundamental para que a sociedade civil seja ouvida, para que possamos formular políticas públicas mais humanas e inclusivas. Cada proposta aqui construída nasce da escuta e da vivência do nosso povo”, destacou.
A presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Charlene Borges, reforçou que Sergipe se soma ao movimento nacional de reconstrução democrática e fortalecimento da política de direitos humanos. “Estamos em um processo de retomada, depois de muitos anos sem uma conferência nacional. Esses espaços estaduais são fundamentais para coletar propostas e eleger delegados que representarão seus estados em Brasília, construindo de forma coletiva uma agenda nacional comprometida com a dignidade e a justiça social”, salientou.
O coordenador-geral de Justiça do Ministério Público de Sergipe, Carlos Augusto Alcântara Machado, também evidenciou a relevância de promover o debate sobre os direitos humanos em um contexto de intolerância social. “Vivemos em uma sociedade que ainda carrega práticas de misoginia, homofobia, racismo e capacitismo. Por isso, precisamos de conferências como esta, que promovem o diálogo e a construção de políticas de enfrentamento às diversas formas de discriminação”, defendeu.
Entre os participantes, o assistente social Samuel Rabelo, representante do Conselho Estadual de Serviço Social, classificou a conferência como espaço essencial de participação popular. “Há nove anos não tínhamos essa oportunidade de deliberar e discutir coletivamente os direitos humanos. Eles só existem de fato quando a população está inserida nesse processo. A conferência é o espaço onde essa participação se concretiza”, enfatizou.
A delegada Josineide de Santana, participante da conferência, reforçou a importância da presença da população preta e de grupos historicamente marginalizados nesses espaços.
“É nesses espaços que conseguimos colocar nossas demandas e garantir que elas sejam ouvidas. As conferências são o ponto de partida para definir as políticas públicas que vão orientar o trabalho do governo. Se não estivermos aqui, nossas pautas não chegam”, frisou.




Sergipe Sergipe avança na transição energética e amplia estudos para infraestrutura portuária em 2025
Sergipe Servidores estaduais participam de curso sobre educação e planejamento previdenciário e financeiro
Sergipe Governo abre inscrições do programa Casa Sergipana para beneficiários
Sergipe Governo do Estado realiza seminário de integridade pública
Sergipe Sergipe possui condições reais de estar entre os destinos mais procurados do Brasil
Sergipe Convite à imprensa: Governo de Sergipe lança programa Casa Sergipana na segunda-feira, 1º de dezembro
Sergipe Governo lança programa Fala, Mulher! e avança no combate à violência na administração estadual
Sergipe Governo do Estado realiza entrega de EPIs e capacitação para catadores no Fasc por meio do ‘Coleta do Bem’
Sergipe Inscrições para o comércio na Vila do Natal Iluminado 2025 acontecerão na segunda-feira, 24 Mín. 20° Máx. 30°





