
Após ver uma debandada de desfiliações de seus principais parceiros rumo ao concorrente, o aplicativo QueroDelivery investiu pesado para retomar o protagonismo comercial na Capital dos Bordados. Sob nova gestão, em intensos 43 dias, a plataforma online resgatou todos os parceiros e viu os lucros aumentarem em impressionantes 28%.
Para o representante da franquia em Tobias Barreto, Alexandre, houve uma reconexão da QueroDelivery com os empresários tobienses. "Será o melhor ano da Quero na cidade", assegurou o representante. Ele disse também que "Deus soube colocar as pessoas certas para a restruturação dos parceiros, a visita na hora certa. Uma fé inabalável me permitiu ver o brilho nos olhos dos parceiros".
Um evento da marca reuniu importantes nomes do mundo empresarial sergipano e relembrou a trajetória do idealizador da plataforma, Miguel Neto, filho da terra. Agora, a reunião constará da agenda bimestral do aplicativo.
Entre as novidades anunciadas está a implantação da sede da QueroDelivery. Lá, os parceiros poderão utilizar gratuitamente os serviços de marketing e de acessoria técnica, incluindo capacitação de funcionários e um banco de dados com o registro desses profissionais para pronto encaminhamento à contratação. Três pontos comerciais são estudados para abrigar as futuras instalações da sede.
Além de brindes e parcerias com influencers, o marketing do delivery apostou em tambores personalizados para a coleta de lixo. Cinquenta unidades foram espalhadas em pontos públicos da Terra da Imperatriz dos Campos. Mas, a renegociação da porcentagem aplicada às transações foi o motor para retomada do protagonismo. "Trabalhamos com porcentagens entre 3% e 5%, dependendo do tipo do negócio", ressaltou Alexandre.
Rechaçando boatos de uma possível "compra" dos parceiros, Alexandre explica que a QueroDelivery possui uma fintech, espécie de financeira que concede empréstimos aos empresários cadastrados da Quero com taxas de juros muito menores. "O pessoal pensou que estávamos dando dinheiro para o parceiro voltar. Com a fintech, concedemos crédito para eles investirem, pagarem fornecedores, comprar insumos. Houve crédito de R$ 9.000,00 e até de R$ 50.000,00", ponderou o gestor.
Ele afirma ser positiva a rivalidade entre as plataformas. "Destacamos a importância do parceiro em vender nos dois aplicativos. Isso é fundamental para o ecossistema financeiro do negócio e para o cliente, que possuirá mais opções de escolha", afirmou Alexandre, alegando ter resgatado a dignidade do empresariado. "Dentro da empresa, era um carnaval. Era roxo, era vermelho. Alinhamos para que eles focassem no próprio comércio", acrescentou o representante da Quero.
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