
O salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.412, deve chegar a R$ 1.502 no próximo ano. É o que cosnta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define o orçamento do Governo Federal no ano seguinte, ou seja, em 2025. A LDO foi aprovada já no fim da tarde de hoje, 18, pelo Congresso Nacional.
No cálculo do mínimo, foi aplicada a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC - 3,35%), mais um crescimento real de 2,9%, referente à variação do PIB de 2023, sobre o valor atual, que é de R$ 1.412.
A expectativa do Poder Executivo para 2025 é de um crescimento de 2,5% do produto interno bruto (PIB) — a soma das riquezas produzidas no país. Em 2026 e 2027, as taxas seriam de 2,58% e 2,62%, respectivamente.
Quanto à inflação, o governo aposta que o IPCA deve ficar em 3,1% no final do próximo ano. A Selic — taxa básica de juros definida pelo Banco Central — está projetada em 8,05%. Até agora, o IPCA acumulado nos últimos doze meses está em 4,87%, enquanto a Selic é de 12,25%.
As projeções oficiais são mais otimistas do que as estimativas do mercado, principalmente para o ano que vem. Os empresários e especialistas preveem um crescimento menor (2% em 2025, 2026 e 2027) e uma inflação maior (IPCA de 4,59% em 2025, 4% em 2026 e 3,58% em 2027).
Indicadores como inflação, crescimento do PIB, salário mínimo, juros e câmbio são determinantes para o desempenho da arrecadação da União. Eles balizam a maioria das projeções orçamentárias, tanto de receita quanto de despesa.
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