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Por causa da guerra, Israel fecha local onde Jesus teria sido crucificado

Vaticano teme não realizar celebrações da Semana Santa

20/03/2026 às 08h56 Atualizada em 20/03/2026 às 09h44
Por: José Bráulio Oliveira Santos
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Foto: Vatican News
Foto: Vatican News

O grande portão de duas folhas que guarda o local onde Jesus de Nazaré teria sido crucificado e sepultado está fechado. Localizada em Israel, a Igreja do Santo Sepulcro está trancada desde o dia 28 de fevereiro por causa da guerra travada pelo país contra o Irã. Celebrações de missas e liturgias também estão proibidas.

Fechado em outros momentos de perigos e tensões, como em 2020, durante a pandemia de coronavírus, essa é a primeira vez que o lugar considerado santo para os cristãos fica fechado por tanto tempo.

O Vaticano teme que tradições milenares da Semana Santa não possam ser celebradas no local.

"Não podemos pensar em não meditar sobre a Paixão e a Morte de Jesus caminhando sobre as pedras que testemunham sua presença salvadora", escreveu Ibrahim Faltas, padre responsável pelas escolas da Custódia da Terra Santa, em artigo divulgado pelo site oficial da Igreja Católica Romana.

Padre Ibrahim Faltas, responsável pela custódia das Igrejas na Terra Santa. Foto: Vatican News

 

Ainda no texto, Ibrahim descreve o cenário do conflito: "O céu do Oriente Médio ainda está muito movimentado: mísseis, drones, ataques recíprocos atravessam as nuvens dia e noite para levar a morte a quem não se conhece e destruir vidas, história, natureza", escreveu o sacerdote católico.

Com informações do Vatican News.

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