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Templos católicos sofrem vandalismo nos primeiros dias de 2026

Ao menos três Igrejas foram alvos de ataques

10/01/2026 às 15h30 Atualizada em 10/01/2026 às 16h00
Por: José Bráulio Oliveira Santos
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Foto: Divulgação/Juliano Cupini
Foto: Divulgação/Juliano Cupini

Imagens destruídas, pichação e agressão. Os dez primeiros dias de 2026 trouxeram um aumento no número de templos católicos vandalizados. A intolerância religiosa foi registrada em várias partes do país.

Somente a Igreja Matriz de São Pedro, na cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul, sofreu três ataques em menos de cinco dias.

O templo é conhecido por ser o único da América do Sul a abrigar réplica do Santo Sudário. É também na cidade de Encantado que está o Cristo Protetor, maior escultura de Jesus Cristo no Brasil.

Já no primeiro dia do novo ano, as toalhas que cobriam o altar da Igreja de São Pedro foram arrancadas e jogadas ao presépio por um homem.

No outro dia, o mesmo indivíduo tentou atear fogo ao presépio utilizando gasolina. Acabou desistindo.

A consumação do vandalismo ocorreu no dia 05, quando as imagens do presépio foram destruídas. Uma imagem de Jesus Cristo também foi arrancada e lançada ao presépio.

Na quinta-feira, 08, a Polícia Civil de Encantado prendeu preventivamente o suspeito pelos atos. O homem, de 22 anos, se diz católico e frequentava o próprio templo atacado. Ele alegou “motivos pessoais”.

No decorrer das investigações, a Polícia Civil descartou a hipótese intolerância religiosa ou preconceito.

Na cidade pernambucana de Paulista, no Grande Recife, uma mulher de 56 anos quebrou a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e agrediu o sacristão do templo.

O caso ocorreu na quinta-feira, 08, na Igreja de Santa Isabel Rainha de Portugal, uma das paróquias localizadas no município.

Foto: Reprodução G1//WhatsApp

Um boletim de ocorrências foi registrado na 8ª Delegacia Seccional de Paulista. A mulher foi autuada, ouvida e, depois, liberada.

No dia 09 de janeiro, foi a Matriz da Imaculada Conceição, em Nanuque/MG, o alvo de vandalismo. O templo teve o painel central do altar pichado.

A pintura deteriorada, além do valor artístico e sentimental, custou R$ 17,3 mil.

A autora da pichação, uma mulher ainda não identificada, escreveu as frases “Minha casa é de oração” e “Está escrito.”

Foto: Jornal Estado de Minas 

Em alerta, as dioceses e paróquias têm adotado medidas para preservar o patrimônio religioso, histórico e cultural.

A instalação de circuito interno e externo de câmeras de segurança e o fechamento de templos em alguns horários dos dias estão entre as ações mais comuns.

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