
O SINTESE, que representa os professores da rede estadual de Sergipe e da rede municipal de 74 municípios (a exceção são os professores da rede municipal de Aracaju que se agremiam no SINDIPEMA), aprovou o indicativo de greve da categoria, com início no segundo semestre de 2024. A assembleia do magistério estadual ocorreu no Cotinguiba Esporte Clube, na capital do estado, aprovando também as paralizações e atos previstos para os dias 04,05 e 06 de junho.
O órgão sindical reclamou da postura do governador Fábio Mitidieri (PSB/SE), que afirmou não mais receber o SINTESE e que as audiências deverão ser, agora, com o secretário do Estado da educação, Zezinho Sobral e com a secretária de Estado da Administração, Lucivanda Passos.
Para o professor Roberto Silva, presidente do SINTESE, os atos servirão para fortalecer o diálogo com a sociedade "porque o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Educação quiseram criar para a sociedade uma narrativa de que ‘o acordo foi cumprido’, quando na verdade uma série de reivindicações do magistério ainda não foram atendidas. Além disso, insiste na narrativa de que paga acima do piso salarial a todos os professores, quando na verdade quem está pagando somos nós mesmo, a partir de uma série de direitos que nos foram retirados. Além de mostrar também que a realidade dentro das nossas escolas está muito distante do ‘céu de brigadeiro’ e do mundo de fantasia que Zezinho Sobral costuma pintar em suas redes sociais. O diálogo com a população é fundamental para que possamos deixar cada vez mais explícito que a nossa luta é por direitos nossos, dos nossos estudantes e por justiça".
O Governo, por sua vez, afirma manter diálogo "respeitoso e aberto" com a categoria, garantindo avanços como a reestruturação da carreira do magistério após 16 anos, aprovada por meio da Lei nº 9.351/2023. "O que foi acordado entre o Governo e o Sintese está rigorosamente cumprido. Foi de grande importância a construção e consolidação desse diálogo desde 2023 que resultou nos avanços para os profissionais do magistério. Foram amplas reuniões, ouvimos atentamente as demandas, apresentamos cálculos e a Seduc sempre esteve de portas abertas para receber a categoria. A reestruturação da carreira foi uma vitória construída com muito diálogo e com decisões pensadas no coletivo. Sergipe já paga acima do piso nacional do magistério, com respeito aos limites da administração pública para que o professor tenha ganhos reais”, ponderou Zezinho Sobral, Vice-governador e Secretário Estadual de Educação.
Está agendada para o dia 11 de julho a assembleia do SINTESE que decidirá se haverá ou não a greve.
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