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Política Fora do pleito

Após seis eleições, José Eymael ficará fora da disputa em 2026

Político deixou o comando da Democracia Cristã em 2025

03/04/2026 às 18h22
Por: José Bráulio Oliveira Santos Fonte: Gazeta do Povo
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

GAZETA DO POVO - jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” não voltará a ser ouvido durante a campanha da eleição presidencial deste ano. A música se tornou símbolo do ex-candidato da Democracia Cristã (DC) — ao todo, foram seis participações de José Maria Eymael nas eleições presidenciais desde a corrida pelo Planalto em 1998, sendo que o candidato “nanico” obteve seu melhor desempenho no ano de 2010, quando recebeu cerca de 89 mil votos (0,09% dos votos válidos) e terminou na quinta colocação.

Ao longo de mais de duas décadas, Eymael ficou de fora apenas da eleição presidencial de 2002, quando disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo. Na última disputa presidencial, ele foi o candidato menos votado, tendo obtido em torno de 16 mil votos, o que representou apenas 0,01% dos votos válidos.

Apesar do baixo desempenho nas urnas, o nome de Eymael se tornou um ícone eleitoral conhecido do brasileiro, cantado de quatro em quatro anos, seja pelos eleitores de fato do candidato, seja como protesto ou brincadeira, independentemente da ideologia do cidadão.

Aos 86 anos, Eymael deixou o comando da Democracia Cristã em 2025, após 40 anos como presidente da sigla, que foi refundada em 1985, depois do período da ditadura militar, que aboliu o pluripartidarismo. Em julho, ele passou a presidência nacional da sigla para o alagoano João Caldas, que recentemente anunciou a pré-candidatura presidencial de Aldo Rebelo para as eleições de 2026.

Dias depois, o presidente licenciado perdeu a esposa, Isola Selbach Eymael, que morreu no mês de agosto, e se afastou das atividades políticas. Procurada pela Gazeta do Povo, a direção da DC informou que Eymael “tirou um ano sabático” depois de liderar o partido por quatro décadas.

Na última vez que apareceu nas urnas, o então candidato da DC carregou a alcunha de constituinte ao lado do sobrenome nas eleições de 2022. Há quatro anos, ele registrou a candidatura com o nome “Constituinte Eymael”, que remete à primeira eleição como deputado federal por São Paulo, em 1986. A vitória colocou Eymael na Câmara dos Deputados, responsável pela votação e elaboração da Constituição de 1988.

Como deputado constituinte, ele apresentou 145 propostas e defendeu valores cristãos e familiares, além de direitos trabalhistas, mas é lembrado principalmente pela defesa da inclusão do nome de “Deus” no preâmbulo da Constituição de 1988. No ano seguinte, Eymael já tinha a intenção de participar da eleição presidencial, a primeira com voto direto desde a década de 1960.

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