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Saúde Sergipe

Capacitação discute rastreamento do câncer de mama e do colo do útero sob uma perspectiva inclusiva

Formação busca qualificar profissionais da Atenção Primária com foco na equidade e no cuidado humanizado

30/10/2025 às 15h56
Por: José Bráulio Oliveira Santos Fonte: Secom Sergipe
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A proposta é que os profissionais da rede pública atuem de forma padronizada, sensível e inclusiva / Fotos: Valter Sobrinho
A proposta é que os profissionais da rede pública atuem de forma padronizada, sensível e inclusiva / Fotos: Valter Sobrinho

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta quinta-feira, 30, a Capacitação de Profissionais da Saúde Pública do Estado de Sergipe, com foco no rastreamento do câncer de mama e do colo do útero sob uma perspectiva inclusiva. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a política de qualificação dos exames citopatológicos pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), equipamento gerenciado pela SES, promovendo uma saúde mais humanizada e ampliando o acesso ao diagnóstico precoce.
 
A formação teve como público-alvo enfermeiros e enfermeiras da Atenção Primária à Saúde (APS) dos 75 municípios sergipanos. A expectativa é oferecer conhecimento para cerca de 750 profissionais, com carga horária de 16 horas, dividida em duas fases. A proposta é que os profissionais da rede pública atuem de forma padronizada, sensível e inclusiva, reconhecendo as diversidades e necessidades específicas de cada mulher.
 
O intuito da qualificação é melhorar a qualidade da coleta dos exames, a interpretação adequada dos resultados, além do encaminhamento correto para tratamento e acompanhamento oportuno das usuárias com resultados alterados. “Essa capacitação ajuda a reduzir desigualdades regionais e sociais, fortalece o vínculo com a Atenção Primária e promove uma saúde mais humanizada e equitativa, em conformidade com as políticas nacionais de controle do câncer e de atenção integral à saúde da mulher”, afirmou a coordenadora estadual dos Serviços Especializados, Maynara Franca.

A coordenadora de Redes da APS, Bianca Evangelista, destacou que a iniciativa é uma inovação para o estado, contribuindo para o fortalecimento da educação permanente, cada vez mais promovida pela SES. “A gente vem disseminando para os municípios esse fortalecimento da educação e saúde. Trabalhando o rastreamento do câncer de mama e do colo do útero, especialmente durante a campanha Outubro Rosa, que é o mês de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dessas doenças”, enfatizou.
 
A coordenadora técnica do Programa de Fortalecimento da Rede de Inclusão Social e de Atenção à Saúde (Proredes), Kátia Valença, explicou que essa perspectiva inclusiva prioriza um atendimento sensível às diferenças de gênero, além de uma abordagem mais humanizada. “O propósito diferencial dessa capacitação de rastreamento e detecção precoce do câncer de mama e do colo do útero é considerar a diversidade e a inclusão de vulneráveis. Então, ela não só vai trabalhar o público que normalmente é atendido, mas vai incluir outros grupos, como mulheres trans com colo do útero, pessoas não binárias designadas ao nascer com útero e colo, populações vulneráveis ou com menor acesso aos serviços de saúde”, destacou.

Cuidado e prevenção

O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres no Brasil e, junto ao câncer do colo do útero, está entre as principais causas de mortalidade feminina. Quando detectados precocemente, o tratamento é menos agressivo e com maiores chances de cura. A capacitação busca fortalecer a atenção integral, qualificar os profissionais e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, promovendo um cuidado mais humanizado e inclusivo.
 
Para a referência técnica da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), Isabela Vilar, o rastreamento tem como objetivo identificar alterações iniciais, antes do surgimento de sintomas, possibilitando um tratamento mais eficaz e com melhor prognóstico. “Além de atualizar os profissionais da atenção primária, o curso visa oferecer um acesso equitativo e a humanização do cuidado, contribuindo para que os profissionais atuem de forma padronizada, sensível e inclusiva”, ressaltou.
 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o rastreamento do câncer de mama deve ser realizado por mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos, com atenção especial aos casos de maior risco. Já o rastreamento do câncer do colo do útero é indicado para mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos. A nova diretriz do Ministério da Saúde, publicada em 2025, recomenda o teste de DNA-HPV como método primário, mantendo o Papanicolau em locais onde o exame ainda não está disponível.
 
Conhecimento ampliado

Para a enfermeira Fabiane Menezes atua no município de Aracaju, momentos como esse são importantes para que os profissionais consigam oferecer uma melhor qualidade de assistência às pacientes. “Esse evento de hoje é fundamental para nós, enfermeiros, principalmente com relação ao rastreamento do colo do útero, que é uma das nossas maiores práticas. Falar sobre esse tema é muito importante para a gente estar sempre se atualizando com as novas diretrizes do SUS e do Ministério da Saúde. Sabemos que vem por aí uma mudança no rastreamento do câncer de colo, e eu fiquei muito empolgada em vir para conhecer o que há de novo”, relatou.

Presente no encontro, a enfermeira Karolinne Cavalcante, também atuante no município de Aracaju, reforçou que o tema é de suma importância para a ampliação do conhecimento sobre a saúde da mulher. “A capacitação é muito importante para a gente se atualizar. Esse é um tema que eu gosto muito de trabalhar. Como profissional da atenção primária, percebo  que o nosso maior público é o feminino. Por isso, é relevante alertar essas mulheres para duas doenças muito graves, destacando que em relação ao câncer de colo do útero, há prevenção e no câncer de mama, conseguimos detectar precocemente e aumentar as chances de cura”, explicou.

Coordenadora de Redes da APS, Bianca Evangelista
Coordenadora de Redes da APS, Bianca Evangelista
Coordenadora técnica do Programa de Fortalecimento da Rede de Inclusão Social e de Atenção à Saúde (Proredes), Kátia Valença
Coordenadora técnica do Programa de Fortalecimento da Rede de Inclusão Social e de Atenção à Saúde (Proredes), Kátia Valença
Referência técnica da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), Isabela Vilar
Referência técnica da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), Isabela Vilar
Enfermeira Fabiane Menezes
Enfermeira Fabiane Menezes
Enfermeira Karolinne Cavalcante
Enfermeira Karolinne Cavalcante
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